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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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		<title>Após dobradinha da Gorila Team, Jeancemy dá dicas a jovens promessas do BJJ</title>
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		<dc:creator><![CDATA[News Room]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2026 15:43:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O professor Jeancemy, nosso GMI à frente da Gorila Team BJJ, no Rio de Janeiro, obteve uma conquista muito especial no Rio Spring 2026. “Meu aluno João Pedro Barbosa, faixa-verde de apenas 15 anos, foi campeão na categoria superpesado, e eu também fui campeão no mesmo dia”, conta Jean. “De um lado, minha trajetória como&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone  wp-image-246966" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_113532678-300x225.jpg" alt="" width="1187" height="890" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_113532678-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_113532678-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_113532678-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_113532678-1536x1152.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_113532678-2048x1536.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_113532678-150x113.jpg 150w" sizes="(max-width: 1187px) 100vw, 1187px" /></p>
<p>O professor Jeancemy, nosso GMI à frente da Gorila Team BJJ, no Rio de Janeiro, obteve uma conquista muito especial no Rio Spring 2026. “Meu aluno João Pedro Barbosa, faixa-verde de apenas 15 anos, foi campeão na categoria superpesado, e eu também fui campeão no mesmo dia”, conta Jean. “De um lado, minha trajetória como atleta faixa-preta e multicampeão; do outro, a evolução de um jovem atleta que estou formando dentro do Jiu-Jitsu.”</p>
<p>Emocionado, Jean continua a análise: “Para mim, o mais importante não é apenas o resultado, mas o significado disso. São gerações diferentes, vivendo suas próprias jornadas, mas conectadas pelo mesmo esporte, pela disciplina e pelo trabalho diário no tatame.”</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone  wp-image-246967" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_121433620-300x225.jpg" alt="" width="1188" height="891" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_121433620-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_121433620-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_121433620-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_121433620-1536x1152.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_121433620-2048x1536.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_121433620-150x113.jpg 150w" sizes="(max-width: 1188px) 100vw, 1188px" /></p>
<p>No embalo dessa emblemática conquista da dupla da Gorila Team BJJ, GRACIEMAG pediu que o professor Jean listasse cinco conselhos fundamentais aos jovens competidores que estão em ascensão nas arenas da arte suave.</p>
<p>Veja o que Jean respondeu:<br />
<strong><br />
1. Todo vencedor teve medo de falhar. Encare as crises e temores como mais um obstáculo simples – trata-se de mais um degrau, não uma montanha inóspita.</p>
<p>2. “A dor é inevitável. O sofrimento é opcional”. Caiu? Levante e evite o drama.</p>
<p>3. Cerque-se de pessoas positivas e que acrescentem valores à sua vida.</p>
<p>4. Seja honesto e conheça profundamente a si mesmo.</p>
<p>5. Não permita que a vaidade e o orgulho das primeiras vitórias se tornem uma armadilha para sua evolução. A vaidade tola é para aqueles que satisfazem com simples migalhas.</strong></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone  wp-image-246968" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Foto-BJJ-moderna-–-23-Oct-2026-12.17-pm_20261023_121755_0000-300x190.png" alt="" width="1167" height="739" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Foto-BJJ-moderna-–-23-Oct-2026-12.17-pm_20261023_121755_0000-300x190.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Foto-BJJ-moderna-–-23-Oct-2026-12.17-pm_20261023_121755_0000-1024x648.png 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Foto-BJJ-moderna-–-23-Oct-2026-12.17-pm_20261023_121755_0000-768x486.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Foto-BJJ-moderna-–-23-Oct-2026-12.17-pm_20261023_121755_0000-150x95.png 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Foto-BJJ-moderna-–-23-Oct-2026-12.17-pm_20261023_121755_0000.png 1088w" sizes="(max-width: 1167px) 100vw, 1167px" /></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/apos-dobradinha-da-gorila-team-jeancemy-da-dicas-a-jovens-promessas-do-bjj/">Após dobradinha da Gorila Team, Jeancemy dá dicas a jovens promessas do BJJ</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O camponês que mudou o judô nacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2026 15:09:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Chiaki Ishii]]></category>
		<category><![CDATA[Judo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se você fosse brasileiro e subisse assobiando até o dojo no sétimo andar da mítica escola Kodokan, ou sentasse no auditório de 900 lugares do oitavo andar do edifício, localizado no distrito cultural Bunkyo Ward em Tóquio, você poderia travar o seguinte diálogo com o sisudo sensei de plantão: &#160; – Com licença, posso ajudar?&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_246960" style="width: 2268px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246960" class="size-full wp-image-246960" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Chiaki_Ishii1.avif" alt="" width="2258" height="1686"><p id="caption-attachment-246960" class="wp-caption-text">Chiaki Ishii foi o primeiro medalhista olímpico do judô brasileiro &#8211; Foto: Estadão</p></div>
<p>Se você fosse brasileiro e subisse assobiando até o dojo no sétimo andar da mítica escola Kodokan, ou sentasse no auditório de 900 lugares do oitavo andar do edifício, localizado no distrito cultural Bunkyo Ward em Tóquio, você poderia travar o seguinte diálogo com o sisudo sensei de plantão: &nbsp;</p>
<p>– Com licença, posso ajudar? Ah, você é brasileiro? Conheço um grande lutador brasileiro.</p>
<p>–&nbsp;Quem? Anderson Silva? Royce Gracie? Eder Jofre? Minotauro?</p>
<p>– Não. O grão-mestre Chiaki Ishii!</p>
<p>Pronto, aí era comentar que as filhas dele também eram lutadoras para arrancar um sorriso do mestre japonês, e se sentir à vontade.</p>
<p>O mestre japonês, naturalizado brasileiro em 1969, acostumou-se a abrir portas, e após a aposentadoria foi um dos coordenadores técnicos e táticos que mudou a cara do esporte no Brasil. Ishii faleceu nessa sexta-feira, 16 de outubro, aos 85 anos, e jamais deixou de ser aquele durão japonês de Ashikaga, cidade famosa por seus tecidos de seda.</p>
<p>“Eu sonhava ganhar uma medalha olímpica desde pequeno”, recordaria ele, que começou a treinar na academia Zoshikan, fundada por seu bisavô e comandada por seu vô. Seu pai Yukichi Ishii se tornou aluno de Jigoro Kano. Até que explodiu a Segunda Guerra, e o pai de Chiaki acabou prisioneiro na Segunda Guerra. Voltou vivo, e contava ter ajudado na construção da famosa ponte do rio Kwai, que virou filme.</p>
<p>“Eu me preparei bastante para conquistar a vaga para Tóquio, em 1964, mas não consegui”, conta Ishii, nascido em 1º de outubro de 1941 – mesmo dia e mês, por sinal, do professor Helio Gracie. “Isao Okano, que era três anos mais novo do que eu, ganhou a luta na seletiva para os Jogos de Tóquio, ficou com a vaga e foi campeão olímpico. Eu fiquei arrasado”.</p>
<p>Como Chiaki não era o filho mais velho e tinha meia dúzia de irmãos, não tinha obrigação de ficar no Japão para um dia cuidar dos pais. E foi atrás dos seus sonhos: tornar-se um caubói, como via nos filmes que amava. “Um vizinho dele havia voltado do Brasil, e dizia que era o país do futuro”, conta a ex-judoca Tânia Ishii, a mais velha de Chiaki. O jovem se despediu da família e da namorada, navegou 60 dias, e desembarcou em Santos em maio de 1964 – com 200 dólares e um kimono.</p>
<p>Passou a ganhar a vida como agricultor em Presidente Prudente, em São Paulo, até que anunciaram um pequeno torneio de judô nos arredores. Seus amigos queriam ver o massa bruta de 93kg em ação e o fizeram se inscrever. Ishii pôs todo mundo para voar e chamou atenção.</p>
<p>A partir daí, recebia muitos convites, mas ele aprendera com seus mestres no Japão que lutar por dinheiro era uma desonra. Para se manter treinado e ganhar a vida, entrou no sumô e fez vários desafios. O vencedor levava uma bolsa inusitada: uma saca repleta de arroz.</p>
<p>Uma vez estabelecido, o lutador durão providenciou a vinda da namorada, Keiko. Sabia que moraria no país até morrer. Só não sabia a quantidade de medalhas e alunos que teria.</p>
<p>Como atleta, Chiaki era rápido e de mente aberta – competiu no Jiu-Jitsu, sempre gostou de aprimorar suas técnicas de chão, e fazia muita musculação: “Eu levantava 180 quilos no supino”. Como não queria lutar por dinheiro, dividia os treinos com seus empregos de mero mortal. Sempre que havia uma competição internacional, sumia do trabalho. Acabava despedido.</p>
<p>Em 1971, se tornou o primeiro medalhista do Brasil em Mundiais, em Ludwigshafen, na Alemanha. Levou o bronze. No ano seguinte, em Munique-1972, repetiu a façanha. Era a primeira das 28 medalhas brasileiras no judô.</p>
<p>Que não veio fácil. Naquele ano, Chiaki passou três meses no Japão, treinando com amigos sob o comando do sensei Kyioshi, irmão de Ishii. Na estreia, o faixa-preta de 30 anos derrotou o senegalês Mohamed Dione em 16 segundos, por ippon. Contra Jen-Wuh Juang, de Taiwan, a luta levou o dobro: 38 segundos. Na terceira, ele passou por Pavle Bajcetic, da antiga Iugoslávia. Perdeu a quarta luta para o alemão Paul Barth, que lutava em casa, na decisão: “Aquela luta eu ganhei, mas o árbitro japonês porcaria puxou hantei para o alemão”, reclamaria para sempre.</p>
<p>Na quinta luta, porém, demonstrou pontaria de caubói e paciência de camponês. Valendo o bronze, venceu com um bonito ippon contra o alemão oriental Helmult Howiller, em 57 segundos. O sonho do garoto estava realizado.</p>
<p>Em 1999, quando sua filha Vânia Ishii foi campeã no Pan-Americano de Winnipeg, seu velho pai atendeu o telefone em casa, em São Paulo, respondeu um “Parabéns.</p>
<div id="attachment_246961" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246961" class="wp-image-246961 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Chiaki_Ishii.webp" alt="" width="950" height="1342" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Chiaki_Ishii.webp 950w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Chiaki_Ishii-212x300.webp 212w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Chiaki_Ishii-725x1024.webp 725w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Chiaki_Ishii-768x1085.webp 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Chiaki_Ishii-106x150.webp 106w" sizes="auto, (max-width: 950px) 100vw, 950px" /><p id="caption-attachment-246961" class="wp-caption-text">Chiaki Ishii tinha três filhas: Tânia, Luiza e Vânia Ishii (foto) &#8211; Foto: Folhapress)</p></div>
<p>Valeu a pena”, e voltou a dormir. Enquanto isso, a filha fazia a maior festa, após pular no tatame e vibrar muito. “Tive de aceitar o jeito dela. Ela é totalmente brasileira”, dava de ombros o pai e mestrão, com o olhar gelado dos vaqueiros de filmes.</p>
<p>“Aprendi desde garotinho que nos tatames não se pode demonstrar euforia. Aprendi apanhando, apanhando, apanhando. No Brasil é diferente: quanto mais elogiar, melhor. Tem de dizer que o lutador é um gênio, um herói. Quem age assim ao meu ver não será campeão&#8221;, ensinava, em declarações à “Folha de SP”, na época do Pan.</p>
<p>Treinador durão com as três filhas, Chiaki formou uma legião de campeões nos tatames brasileiros e internacionais. Depois daquela derrota na seletiva em 1964, Chiaki quase desistira do judô, aos 19 anos. Mas o judô jamais desistiria dele.</p>
<p>Por isso, o Brasil lhe será eternamente grato. Vá em paz, sensei.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-campones-que-mudou-o-judo-nacional/">O camponês que mudou o judô nacional</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>10 virtudes para se tornar um professor de Jiu-Jitsu inesquecível para todos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Oct 2026 13:46:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BJJ]]></category>
		<category><![CDATA[Brazilian Jiu-Jitsu]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>1. Se o professor se interessa pelos alunos novatos, e se interessa por Jiu-Jitsu, ele estará sempre interessado em treinar Jiu-Jitsu com seus alunos novatos. 2. Grandes mestres ensinam que aprender também pode ser uma tarefa divertida. E que, naturalmente, nos revela que não há nada impossível de ser ensinado, nem de ser aprendido. Para&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_246957" style="width: 660px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246957" class="wp-image-246957 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Carlos-Gracie-e-Eduardo-Carriello-1024x622.jpeg" alt="" width="650" height="395" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Carlos-Gracie-e-Eduardo-Carriello-1024x622.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Carlos-Gracie-e-Eduardo-Carriello-300x182.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Carlos-Gracie-e-Eduardo-Carriello-768x467.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Carlos-Gracie-e-Eduardo-Carriello-150x91.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Carlos-Gracie-e-Eduardo-Carriello.jpeg 1170w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-246957" class="wp-caption-text">Professores Carlos Gracie Jr. e Eduardo Carriello. Foto: Reprodução</p></div>
<p>1. Se o professor se interessa pelos alunos novatos, e se interessa por Jiu-Jitsu, ele estará sempre interessado em treinar Jiu-Jitsu com seus alunos novatos.</p>
<p>2. Grandes mestres ensinam que aprender também pode ser uma tarefa divertida. E que, naturalmente, nos revela que não há nada impossível de ser ensinado, nem de ser aprendido. Para tal, basta que haja duas pessoas no recinto interessadas: o professor e o aluno.</p>
<p>3. Um sinal de que o professor de Jiu-Jitsu é bem sucedido: a turma evolui e treina com o máximo de empenho como se o mestre nem existisse.</p>
<div id="attachment_135528" style="width: 510px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-135528" class="wp-image-135528 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/02/4666755445_574d7d45c2-1.jpg" alt="" width="500" height="333" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/02/4666755445_574d7d45c2-1.jpg 500w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/02/4666755445_574d7d45c2-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/02/4666755445_574d7d45c2-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><p id="caption-attachment-135528" class="wp-caption-text">Marcelo Garcia em papo com seu professor, Fabio Gurgel.</p></div>
<p>4. Para se tornar um bom orientador, deve-se primeiro conhecer as inquietações de seus pupilos. É a tal capacidade, como já ensinava a poeta e professora carioca Cecília Meirelles, de “descer à alma” das alunas e alunos.</p>
<p>5. Mente aberta e mentalidade coletiva são atributos essenciais ao professor de Jiu-Jitsu. Ao amarrar a faixa de instrutor, ele deve compreender que não está no tatame mais para melhorar sua técnica – mas para mudar a vida dos outros.</p>
<p>6. O professor inesquecível não nos ensina uma chave de braço ou uma técnica. Isso vem depois. O que faz um mestre impossível de ser esquecido é sua capacidade de nos fazer enxergar que não existe nenhum degrau intransponível ou dificuldade insuperável, não importa a origem, idade ou força física da pessoa.</p>
<p>7. Para moldar mentes miudinhas, basta um grande coração. Uma pessoa motivada, autoconfiante e segura de si mesma pode ir dez vezes mais longe do que ela própria imaginava.</p>
<p>8. Como disse o instrutor Juliano Leon, em artigo no GRACIEMAG: “Ser um professor ou sensei de artes marciais, no fundo, é ter na mente inúmeras dúvidas e apenas uma certeza: a de que um faixa-preta é capaz de mudar o mundo todos os dias.”</p>
<p>9. Seja um instrutor pontual, esteja sempre com o kimono impecável e procure jamais levantar a voz para um aluno pequeno ou demonstrar indiferença diante de pais, visitantes e atletas. Sua atitude naquele dia pode ser uma ótima primeira impressão – ou a última.</p>
<p>10. Ensine e trate os alunos como você gostaria de ser tratado como um aprendiz.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/10-virtudes-para-se-tornar-um-professor-de-jiu-jitsu-inesquecivel-para-todos/">10 virtudes para se tornar um professor de Jiu-Jitsu inesquecível para todos</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Da BTT Rio das Ostras à BTT Texas: as lições de João Pedro Freitas para chegar ao topo do Jiu-Jitsu mundial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2026 14:27:41 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Brazilian Top Team]]></category>
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<p>O caminho até o topo exige mais do que talento. Para João Pedro Freitas, faixa-roxa da BTT Rio das Ostras, dedicação, paciência e disposição para aprender têm sido fundamentais na construção de uma trajetória que ganhou um novo capítulo com a conquista do Pan-Americano No Gi da IBJJF. Depois de acumular títulos importantes no Brasil, o atleta vive uma temporada de intercâmbio na BTT Texas, nos Estados Unidos, sob a orientação do professor Diego Gamonal.</p>
<p>O resultado continental reforça o bom momento de João Pedro, mas, para ele, também representa a confirmação de um ensinamento recebido do professor Eduardo Bessa, responsável por sua formação na BTT Rio das Ostras: respeitar o tempo de cada etapa.</p>
<p>“Não passe por cima do processo nem tente adiantar as coisas. Tudo na sua vida tem seu tempo determinado”, recorda o atleta, que vê a conquista como recompensa por anos de trabalho, desafios e renúncias.</p>
<p>A experiência na BTT Texas vai além dos ajustes técnicos. Com a rotina chegando a quatro treinos por dia, entre preparação física, drills e rounds de sparring, João Pedro procura absorver o conhecimento de Gamonal, tricampeão mundial de No Gi e dono de um currículo expressivo no circuito da IBJJF. Segundo o jovem, conviver com alguém que já venceu no mais alto nível também tem transformado sua maneira de encarar a preparação e a pressão das competições.</p>
<p>Outro diferencial, destaca o faixa-roxa, foi o trabalho psicológico iniciado no ano passado com sua psicóloga, Flávia. Para ele, cuidar da mente mudou sua relação com os desafios e fortaleceu a confiança necessária para competir em alto nível.</p>
<div id="attachment_246951" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246951" class="wp-image-246951 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gamonal-jp1.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gamonal-jp1.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gamonal-jp1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gamonal-jp1-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gamonal-jp1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-246951" class="wp-caption-text">Gamonal com João Pedro após um treino na BTT Texas &#8211; Foto: arquivo pessoal</p></div>
<p>Gamonal, por sua vez, ressalta que o trabalho com João Pedro não começou nesta temporada. O atleta já havia treinado na BTT Texas no ano anterior, dando continuidade a uma parceria construída também pela amizade entre Gamonal e Eduardo Bessa.</p>
<p>“Vejo nele uma força de vontade incrível. Gosta de treinar, luta com muita garra e tem uma dedicação e uma vontade imensas”, avalia Gamonal, que destaca ainda a facilidade do brasileiro para receber orientações e incorporar os ajustes propostos nos treinos.</p>
<p>Para o professor, essas características colocam João Pedro em condições de crescer rapidamente no cenário internacional. “Ele já vem mostrando tudo o que precisa para se tornar um campeão: treino pesado, dedicação e disciplina. Com certeza, vai fazer muito barulho no cenário mundial”, projeta.</p>
<p>O próximo grande objetivo está definido: o Mundial No Gi, em Las Vegas. João Pedro pretende permanecer nos Estados Unidos até dezembro, mantendo a preparação na BTT Texas para chegar à competição na melhor forma possível.</p>
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		<title>Entre a superação e o alto rendimento, o Jiu-Jitsu sem kimono ganha um confronto de gerações no Turris Invitational</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2026 13:24:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>De um lado, um atleta que aprendeu ainda criança a transformar derrotas em combustível para seguir em frente. Do outro, um competidor que superou momentos difíceis para se consolidar entre os destaques de sua geração. João Freires e Kaua de Oliveira da Silva Ferreira levam histórias de persistência e conquistas para uma luta casada sem&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_246954" style="width: 660px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246954" class="wp-image-246954 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/turris-kaua-joao-1024x687.jpg" alt="" width="650" height="436" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/turris-kaua-joao-1024x687.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/turris-kaua-joao-300x201.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/turris-kaua-joao-768x515.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/turris-kaua-joao-150x101.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/turris-kaua-joao.jpg 1264w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-246954" class="wp-caption-text">Kaua de Oliveira e João Freires farão uma luta casada sem kimono no Turris Invitational = Foto: divulgação</p></div>
<p>De um lado, um atleta que aprendeu ainda criança a transformar derrotas em combustível para seguir em frente. Do outro, um competidor que superou momentos difíceis para se consolidar entre os destaques de sua geração. João Freires e Kaua de Oliveira da Silva Ferreira levam histórias de persistência e conquistas para uma luta casada sem kimono no Turris Invitational, marcada para 14 de novembro, na Upper Arena, no Rio de Janeiro.</p>
<p>João começou no Jiu-Jitsu aos cinco anos, por recomendação médica, e precisou de cerca de um ano e meio de competições até conquistar seu primeiro título. Aos 15, deixou o Ceará rumo a São Paulo para buscar espaço no esporte profissional. A mudança trouxe dificuldades e críticas, mas também uma virada na carreira: poucos meses depois, conquistou o Campeonato Brasileiro da CBJJ. Em 2025, voltou a vencer a competição e, em 2026, alcançou o tricampeonato brasileiro na faixa-azul, além de conquistar o bronze em seu primeiro Mundial.</p>
<p>“Quando olho para trás, vejo que minha história nunca foi construída apenas pelas vitórias. As derrotas, as críticas e os momentos em que eu me senti inferior também fizeram parte da minha formação. O que mudou minha trajetória foi uma decisão que tomei ainda criança e que continuo tomando até hoje: continuar”, conta João.</p>
<p>Kaua, por sua vez, iniciou sua trajetória por volta dos 12 anos, em um projeto próximo de casa. Faixa-roxa de Jiu-Jitsu e faixa-preta de Luta Livre, ele trabalha com o professor Eduardo Honorato e chega ao confronto com credenciais expressivas: é o atual campeão brasileiro com kimono e tetracampeão do ADCC, maior competição sem kimono do planeta.</p>
<p>O caminho, porém, não foi linear. Depois de passar um ano sem conquistar títulos, Kaua chegou a pensar em parar, mas transformou a fase difícil em motivação para continuar evoluindo. Hoje, mantém uma rotina intensa de estudos e treinos, impulsionado também pelo sonho de dar uma casa para a mãe.</p>
<p>A primeira edição do Turris Invitational vai contar com lutas casadas com e sem quimono e disputas para as categorias Kids, juvenil, adulto e master. O card também contará com um GP No Gi com premiação em dinheiro reunindo atletas das categorias juvenil e adulto. O campeão receberá R$ 3 mil, o vice-campeão ficará com R$ 1,5 mil e o terceiro colocado levará R$ 500.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/entre-a-superacao-e-o-alto-rendimento-o-jiu-jitsu-sem-kimono-ganha-um-confronto-de-geracoes-no-turris-invitational/">Entre a superação e o alto rendimento, o Jiu-Jitsu sem kimono ganha um confronto de gerações no Turris Invitational</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Saúde, Jiu-Jitsu e ensinamentos: mestre Gracie explica por que jamais abriria uma sorveteria para ganhar a vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2026 13:43:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[News]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BJJ]]></category>
		<category><![CDATA[Gracie Jiu-Jitsu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Perto de completar 70 anos, o mestre faixa vermelha-e-branca Crolin Gracie costuma distribuir boas lições nas entrevistas, resenhas e podcasts de que participa, de sua casa em meio à natureza de Santa Catarina. Em conversa recente, Crolin refletiu sobre os ensinamentos que colheu em vida do grão-mestre Carlos Gracie, e como o exemplo do pai&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_246947" style="width: 543px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246947" class="wp-image-246947 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/crolin-gracie2.jpg" alt="" width="533" height="800" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/crolin-gracie2.jpg 533w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/crolin-gracie2-200x300.jpg 200w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/crolin-gracie2-100x150.jpg 100w" sizes="auto, (max-width: 533px) 100vw, 533px" /><p id="caption-attachment-246947" class="wp-caption-text">O mestre faixa vermelha-e-branca Crolin Gracie &#8211; Foto: arquivo pessoal</p></div>
<p>Perto de completar 70 anos, o mestre faixa vermelha-e-branca Crolin Gracie costuma distribuir boas lições nas entrevistas, resenhas e podcasts de que participa, de sua casa em meio à natureza de Santa Catarina.</p>
<p>Em conversa recente, Crolin refletiu sobre os ensinamentos que colheu em vida do grão-mestre Carlos Gracie, e como o exemplo do pai moldou diversos aspectos de sua vida.</p>
<p>“Aprendi com meu pai, Carlos Gracie, que o caminho fácil quase nunca é o melhor caminho. O que a gente deve sempre é perseguir o caminho do bem”, disse o irmão mais novo de Carlos Gracie Junior.</p>
<p>Mestre Crolin deu um exemplo profissional:</p>
<p>“Aprendi com a vida de meu pai que devemos buscar ser bem-sucedidos, mas em primeiro lugar é preciso checar se não estamos fazendo mal ao planeta e às outras pessoas. Que não estamos prejudicando os semelhantes, e se nosso trabalho ou vocação terá como consequência um efeito positivo nos outros.”</p>
<p>O faixa vermelha-e-branca então arrematou:</p>
<p>“Como filho de um mestre tão determinado em fazer o bem nesse plano terrestre, não abro mão de meus princípios. Jamais, por exemplo, montaria uma loja de sorvetes para ganhar dinheiro. E por que não? Porque aprendi desde cedo em casa que o açúcar faz muito mal para as pessoas. Como eu vou influenciar as pessoas e os jovens a comer doce? Nada contra quem vende sorvete. É que no meu caso particular, tenho total consciência de que aquilo faz mal, logo isso passa a fazer parte dos meus princípios. Se eu trabalho com alguma coisa em que não acredito, isso me incomoda, me faz mal mesmo. Pois vai contra tudo o que eu creio, e não combina com meus princípios morais. Era o que meu pai ensinava para a gente: mentir, enganar e prejudicar nossos irmãos de planeta é a pior postura possível. Existe um caminho do bem, fácil de enxergar. Cabe a nós tentarmos seguir nele.”</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/saude-jiu-jitsu-e-ensinamentos-mestre-gracie-explica-por-que-jamais-abriria-uma-sorveteria-para-ganhar-a-vida/">Saúde, Jiu-Jitsu e ensinamentos: mestre Gracie explica por que jamais abriria uma sorveteria para ganhar a vida</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Rodrigo Fujita e as múltiplas faces do sucesso no Jiu-Jitsu </title>
		<link>https://www.graciemag.com/rodrigo-fujita-e-as-multiplas-faces-do-sucesso-no-jiu-jitsu/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=rodrigo-fujita-e-as-multiplas-faces-do-sucesso-no-jiu-jitsu</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[News Room]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2026 19:45:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[árbitro]]></category>
		<category><![CDATA[campeão]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Gracie]]></category>
		<category><![CDATA[IBJJF]]></category>
		<category><![CDATA[Japão]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigo Fujita]]></category>
		<category><![CDATA[Ryan Gracie Santo André]]></category>
		<category><![CDATA[Sucesso no Jiu-Jitsu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Perguntamos ao professor GMI Rodrigo Fujita qual seria o segredo para transformar um aluno mediano num grande campeão. “Depende… Campeão do quê?”, ponderou Fujita. “Acredito que posso ajudar e lapidar um campeão a chegar ao topo do pódio, mas ele tem que saber que o caminho que vai percorrer é uma opção somente dele e&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-246936" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/1-300x200.jpg" alt="" width="1171" height="780" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/1-1024x683.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/1-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/1-1536x1024.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/1-2048x1366.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1171px) 100vw, 1171px" /></p>
<p>Perguntamos ao<a href="https://www.instagram.com/fujitatattoo_?stkn=N3Q0aGZyenU0aTF4"> professor GMI Rodrigo Fujita</a> qual seria o segredo para transformar um aluno mediano num grande campeão. “Depende… Campeão do quê?”, ponderou Fujita.</p>
<p>“Acredito que posso ajudar e lapidar um campeão a chegar ao topo do pódio, mas ele tem que saber que o caminho que vai percorrer é uma opção somente dele e de mais ninguém. É preciso um bocado de teimosia da parte dele. Uma vontade sobrenatural de provar que é possível, indo contra tudo e todos. E isso eu não consigo ensinar, eu posso aguçar esse sentido, mas isso tem que vir com a personalidade dele”, analisou o professor.</p>
<p>E foi então que Fujita elevou o nível da reflexão. “Acredito, no entanto, que nós, professores, precisamos ressignificar o conceito de campeão. Todos acham que uma medalha no peito indica o vitorioso. Essa é uma percepção muito limitada. Uma relação de pai e filho que melhora e se harmoniza por conta da prática do Jiu-Jitsu é uma baita conquista, porém, não existe uma premiação aparente, não há medalha no pescoço. É uma vitória invisível, mas muito mais relevante que uma medalha de ouro. A falta da medalha faz parecer menos glorioso por não ter nenhum holofote apontado. Mas talvez o maior medalhista olímpico não seja uma pessoa feliz e satisfeita quando está em família.”</p>
<p>Nesta entrevista exclusiva à GRACIEMAG, Rodrigo Fujita nos convida a enxergar as &#8220;vitórias invisíveis&#8221; do cotidiano — aquelas que não têm pódio, mas que salvam casamentos, reconstroem laços entre pais e filhos e trazem domínio próprio. Oss!</p>
<p><strong>GRACIEMAG: Toda grande árvore tem raízes profundas. Quem são os professores que moldaram o seu Jiu-Jitsu e qual é a maior lição que você aprendeu com eles?<br />
</strong><a href="https://www.instagram.com/fujitatattoo_?stkn=N3Q0aGZyenU0aTF4"><strong>RODRIGO FUJITA:</strong> </a>Tive a oportunidade de ter ótimos professores. Meu primeiro professor no Japão foi Edvaldo Santos da Damm Fight Japan, mas antes disso não posso me esquecer de mencionar um grande amigo, Roberto Younes, que me deu os primeiros passos me inserindo na comunidade. Foram anos treinando no Japão até voltar para o Brasil, onde, através de uma conversa com meu professor Santos, ele me disse que se voltasse para o Brasil iria treinar na Ryan Gracie, sendo assim segui seu conselho.</p>
<p><strong>Em qual filial? </strong><br />
Na cidade de Santo André. Foi lá que comecei a treinar com o Francelino do Carmo, o Fran. Foi onde tive a oportunidade não só de aprender como me conectar com outras pessoas e permaneci até minha faixa-marrom. Depois disso, permanecendo na mesma equipe Gracie, comecei meus treinos com Marcelo Renaldin e Juliano Freire, que foram os professores que me graduaram à faixa-preta. Além deles, sempre me mantive ativo nos treinos com Celsinho Vinícius. Os treinos em Santo André contavam com a presença esporádica do mestre Daniel Gracie. Foi através desses treinos e aprendizados que surgiu a oportunidade de vir para América. Ah, não posso me esquecer de um amigo meu, Roger Ambrose, que sempre me fez melhorar a cada dia. Todas essas pessoas que citei e aqueles que estão nos bastidores foram e são meus professores. Acho que pode parecer estranho citar tantas pessoas mas uma coisa que aprendi com todos eles é “o sacrifício depende de você e em algum momento os caminhos podem seguir direções diferentes, e mesmo se isso acontecer não devemos esquecer de onde viemos e quem somos, a nossa reputação sempre irá nos perseguir, então seja justo, respeite as pessoas e, se possível, nunca feche uma porta.”<strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-246937" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/2-300x200.jpg" alt="" width="1228" height="818" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/2-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/2-1024x683.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/2-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/2-150x100.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/2.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1228px) 100vw, 1228px" /></strong></p>
<p><strong>Você começou a ensinar Jiu-Jitsu num grupo da igreja onde você é devoto, em Santo André, correto? Fale um pouco sobre essa época. </strong><br />
No ano de 2013 muita coisa acontecia ao mesmo tempo. Quatro anos após eu ter voltado para o Brasil as coisas não iam como esperava. Conciliar trabalho e treinos com o objetivo de performance expressiva no cenário do Jiu-Jitsu era difícil, muitas horas de CLT para conseguir honrar com minhas obrigações e pouco tempo para dedicação ao sonho. Acredito que é a dificuldade que muitos como eu tiveram ou têm, mas vejo que esse é o preço por um espaço ao sol, dedicação e sacrifício. Foi nesse contexto que a busca por um socorro e balanceamento, corpo, alma e espírito, que comecei a congregar na igreja Cristo Salva Santo André, que infelizmente não existe mais. Mas foi através de lá e de um convite inusitado do pastor após o término do culto, me vendo tendo sessões de tentativas de quedas pelas crianças que tudo começou. Tínhamos treinos duas vezes na semana e depois de alguns anos com o término da igreja o projeto virou uma academia, a IFJ “Instituto Fujita de Jiu-Jitsu, onde mantemos os mesmo valores e propósitos, levar o amor de Deus através dos nossos atos e se preciso abrir nossas bocas para falarmos sobre ele. A academia continua até hoje servindo aqueles que querem aprender BJJ.</p>
<p><strong>Como é o seu planejamento diário para conciliar a rotina de professor e competidor?</strong><br />
Procuro manter meu treinamento de uma maneira muito mais assertiva com intervalos de descanso e priorizando o descanso e reconhecendo as limitações físicas da minha faixa etária. Quatro vezes na semana estou ensinando em aulas grupais. Minha divisão de treinos nesses dias é de dois dias de revisões técnicas e dois dias de preparação física. Um dia na semana o treino é mais focado em rendimento, um treino mais puxado numa linha mais competitiva. Além disso sempre que possível gosto de visitar o famoso Blue Basement, onde tenho a oportunidade de treinar com nomes como Rafael Natal, Thiago Saldanha, entre outros. Procuro manter uma alimentação mais saudável possível, mas confesso que às vezes é difícil.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-246938" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/3-300x225.jpg" alt="" width="1202" height="901" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/3-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/3-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/3-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/3-1536x1152.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/3-150x113.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/3.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1202px) 100vw, 1202px" /></p>
<p><strong>Quais são os destaques da sua vida como competidor e o que de melhor você aprendeu ao guerrear nas grandes arenas do BJJ? </strong><br />
Consegui três pódios no World Master por três anos consecutivos, 2023, 24, 25. Além disso também fiquei em terceiro lugar no Pan Gi e No-Gi, todos na faixa-preta. Essas competições grandes, onde temos atletas de vários lugares do mundo, me ensinou que não importa de onde você veio, com condições melhores ou não, o coração de quem quer mais fará a diferença.</p>
<p><strong>Qual é o segredo para transformar um aluno mediano num grande campeão?</strong><br />
Essa é uma ótima pergunta, pois campeão do quê? Acredito que posso ajudar e lapidar um campeão a chegar lá, mas ele tem que saber que o caminho que vai percorrer é uma opção somente dele e de mais ninguém. É aí que muitos talentos não acabam chegando, podemos perguntar para diversos professores e todos dirão que já tiveram fenômenos treinando, e a grande maioria ou todos acabou seguindo outros caminhos. Acredito que esse também é um ingrediente do campeão, a teimosia, a vontade de provar que é possível, indo contra tudo e todos. E isso eu não consigo ensinar, eu posso aguçar esse sentido, mas isso tem que vir com a personalidade. A partir daí, se ele já tiver o tal do sangue no olho, todo o resto será muito mais fácil, pois ele estará disposto a pagar o preço. Mas vejo que por outro lado todos os dias com o BJJ e os ensinamentos que ele nos dá podemos sim criar campeões na vida, e acredito que esse é o grande objetivo, trazer confiança, controle e domínio próprio para os praticantes, fazendo o aluno vencer todos os eventuais campeonatos do cotidiano, como trabalho, família, amigos etc. Precisamos como professores ressignificar como vemos os campeões. Todos acham que uma medalha no peito indica o vitorioso. Essa é uma percepção muito limitada. Uma relação de pai e filho que melhora e se harmoniza por conta da prática do Jiu-Jitsu é uma baita conquista, porém, não existe uma premiação aparente, não há medalha no pescoço. É uma vitória invisível, mas muito mais relevante que uma medalha de ouro. A falta da medalha faz parecer menos glorioso por não ter nenhum holofote apontado.<br />
<strong><br />
Quais são as dicas que você costuma dar a quem tem o sonho de se tornar um professor/atleta de Jiu-Jitsu de sucesso?</strong><br />
Se você escolher o caminho do professor, aprenda como ser entendido pelos outros, isso ajudará na didática. A maneira que você aprendeu não será a mesma para todos, seja humano e respeite as pessoas e, claro, aprenda inglês, infelizmente muitas oportunidades não estão ainda no Brasil. Se você quer ser atleta, não perca tempo, eu sei que hoje parece distante mas os trinta anos estão logo ali, então não perca tempo com distrações. E sobre sucesso verdadeiramente, entenda o que é o sucesso. Sucesso é ter uma família que se ama, filhos que o respeitam e o honram, amigos para lhe socorrer sem você precisar pedir, um abraço apertado da esposa quando você chega em casa, a reputação e o que dizem a seu respeito quando você não está à mesa.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-246939" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/4-300x241.jpg" alt="" width="1226" height="985" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/4-300x241.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/4-1024x824.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/4-768x618.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/4-150x121.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1226px) 100vw, 1226px" /></p>
<p><strong>Como a sua experiência como árbitro de Jiu-Jitsu contribuiu para a sua carreira de competidor?</strong><br />
Estar ativo como árbitro na IBJJF me mantém sempre estudando as regras, isso me dá mais autoridade quando estou a ensinar meus alunos. Muitas vezes alguns erros por falta de conhecimento acabam custando grandes vitórias para a equipe, esse é um dos motivos estar dentro da maior organização do mundo de Jiu-Jitsu, para poder sempre estar atualizado e poder sempre oferecer melhor conhecimento para os meus alunos. E ao mesmo tempo me ajudando nas minhas estratégias quando estou em ação nos tatames.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-246941" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261006_172201_WhatsApp-300x179.jpg" alt="" width="1032" height="616" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261006_172201_WhatsApp-300x179.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261006_172201_WhatsApp-1024x612.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261006_172201_WhatsApp-768x459.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261006_172201_WhatsApp-1536x919.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261006_172201_WhatsApp-2048x1225.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261006_172201_WhatsApp-150x90.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1032px) 100vw, 1032px" /></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/rodrigo-fujita-e-as-multiplas-faces-do-sucesso-no-jiu-jitsu/">Rodrigo Fujita e as múltiplas faces do sucesso no Jiu-Jitsu </a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A lição de vida – e de Jiu-Jitsu – mais valiosa de grão-mestre Helio Gracie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2026 13:43:42 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[BJJ]]></category>
		<category><![CDATA[Gracie]]></category>
		<category><![CDATA[Helio Gracie]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Perto dos 92 anos, em seu também saudoso sítio em Itaipava, o professor Helio Gracie reuniu uma turma de redatores para uma entrevista exclusiva, para sete integrantes da equipe GRACIEMAG. Era uma tarde ensolarada de abril de 2005, há mais de 21 anos. À época, mais para não se aporrinhar, o grão-mestre Gracie cobrava 5&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_242410" style="width: 471px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-242410" class="wp-image-242410 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/10/thHelioGracie.jpg" alt="Helio Gracie" width="461" height="300" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/10/thHelioGracie.jpg 461w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/10/thHelioGracie-300x195.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/10/thHelioGracie-150x98.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 461px) 100vw, 461px" /><p id="caption-attachment-242410" class="wp-caption-text">Helio Gracie em foto de Gustavo Aragão, em 2006.</p></div>
<p>Perto dos 92 anos, em seu também saudoso sítio em Itaipava, o professor Helio Gracie reuniu uma turma de redatores para uma entrevista exclusiva, para sete integrantes da equipe GRACIEMAG. Era uma tarde ensolarada de abril de 2005, há mais de 21 anos.</p>
<p>À época, mais para não se aporrinhar, o grão-mestre Gracie cobrava 5 mil dólares para dar entrevista para a grande mídia, nacional ou internacional. O professor estava inspirado, e nos ensinou, naquela edição número 100 de “GRACIE Magazine”:</p>
<p>“Costumo dizer que ninguém tem o que não merece – seja castigo ou presente. Caiu um tijolo na sua cabeça? Agradeça a Deus, pois você estava devendo alguma coisa que foi paga com a tijolada. Não é fácil pensar assim, é difícil, mas m dia vocês vão chegar lá e entender isso.”</p>
<p>Por fim, Helio Gracie ensinou sua lição definitiva, após 60 anos de carreira nos ringues e mais de 90 de vida. Uma aula de vida, mais do que de Jiu-Jitsu.</p>
<p>“O rigor da idade me faz ver as coisas certas ou erradas. Comigo não tem meio-termo, é sim ou não. Procurem de hoje em diante não responder “mais ou menos”, ou “vou ver”, “talvez…” Respondam apenas sim ou não. Vocês vão ver como é difícil.”</p>
<p>E você, o que teve a sorte de aprender com grão-mestre Helio Gracie?</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-licao-de-vida-e-de-jiu-jitsu-mais-valiosa-de-grao-mestre-helio-gracie/">A lição de vida – e de Jiu-Jitsu – mais valiosa de grão-mestre Helio Gracie</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Do conceito à adaptação: Roberto Gordo demonstra como a leitura da posição muda tudo no Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 18:26:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[News]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BJJ]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
		<category><![CDATA[Lucas Gripp]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em uma sequência de treino, mestre Roberto “Gordo” e o professor Lucas Gripp procuraram decifrar como uma mesma situação de meia-guarda pode gerar diferentes soluções a partir do controle, da reação do adversário e da tomada de decisão. No Jiu-Jitsu, conhecer uma técnica é apenas uma parte do aprendizado. É preciso compreender a posição, identificar&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_246915" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246915" class="wp-image-246915 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gordo-gripp.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gordo-gripp.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gordo-gripp-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gordo-gripp-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gordo-gripp-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-246915" class="wp-caption-text">O mestre Roberto “Gordo” e o professor Lucas Gripp &#8211; Foto: arquivo pessoal</p></div>
<p>Em uma sequência de treino, mestre Roberto “Gordo” e o professor Lucas Gripp procuraram decifrar como uma mesma situação de meia-guarda pode gerar diferentes soluções a partir do controle, da reação do adversário e da tomada de decisão.</p>
<p>No Jiu-Jitsu, conhecer uma técnica é apenas uma parte do aprendizado. É preciso compreender a posição, identificar os controles disponíveis e perceber como o adversário reage. Essa ideia aparece numa sequência de situações de treinamento na Gordo Jiu-Jitsu, em Weston, na Flórida.</p>
<p>Os momentos partem de uma situação semelhante: o atleta por cima enfrenta uma meia-guarda, enquanto o adversário por baixo busca controlar seus movimentos e recuperar a guarda. Primeiro, devemos entender a posição.</p>
<p>No vídeo a seguir, Gordo demonstra a posição por cima da meia-guarda com Lucas por baixo. Em vez de simplesmente buscar retirar a perna presa, ele explica a importância de controlar a região inferior do quadril e a perna envolvida na meia-guarda.</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DdRDq2LRWJr/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DdRDq2LRWJr/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por GRACIEMAG | Jiu-Jitsu (@graciemagoficial)</a></p>
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</blockquote>
<p><script async="" src="//www.instagram.com/embed.js"></script><br />
A ideia é criar uma espécie de “meia-guarda por cima”, utilizando esses controles para limitar os movimentos do adversário e dificultar a recuperação da guarda completa ou fechada do oponente.</p>
<p>Gordo então utiliza o mesmo princípio para demonstrar uma passagem de guarda. A situação mostra como um conceito pode ser transformado em uma ação concreta: controlar a posição, limitar as possibilidades do adversário e, a partir daí, avançar para a passagem. Para Lucas, essa relação entre conceito e técnica é fundamental no ensino.</p>
<p>“Quando o aluno entende o motivo de estar controlando determinada região, ele consegue adaptar esse conhecimento para outras situações.” Quando a reação muda, a solução também muda.</p>
<p>Já no vídeo a seguir, Lucas está por cima da meia-guarda e João, por baixo, estabelece a esgrima. A reação modifica a dinâmica da posição. Em vez de insistir na mesma passagem demonstrada anteriormente, Lucas identifica uma nova oportunidade e parte para o estrangulamento Ezequiel.</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DcthcsXvK8p/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DcthcsXvK8p/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por GRACIEMAG | Jiu-Jitsu (@graciemagoficial)</a></p>
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<p><script async="" src="//www.instagram.com/embed.js"></script><br />
É justamente aí que aparece um dos princípios mais importantes do Jiu-Jitsu: a reação do adversário pode mudar completamente a decisão seguinte: “A posição é parecida, mas a reação do adversário muda tudo. Se ele oferece um controle diferente, precisamos enxergar o que aquela reação nos deu de oportunidade”, diz Gripp.</p>
<p>Os três momentos mostram uma sequência simples: entender o conceito → aplicar o controle → adaptar-se à reação.</p>
<p>Para Lucas, a capacidade de leitura é o que transforma o conhecimento técnico em Jiu-Jitsu de verdade. “Quanto mais você entende o Jiu-Jitsu, menos você pensa apenas em técnicas isoladas. Você começa a enxergar as relações entre as posições. Uma reação gera uma oportunidade, e essa oportunidade gera uma nova decisão.”</p>
<p>No tatame, mais importante do que decorar movimentos é entender por que eles funcionam, sabendo mudar de caminho quando o adversário muda o problema. Oss!</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/do-conceito-a-adaptacao-roberto-gordo-demonstra-como-a-leitura-da-posicao-muda-tudo-no-jiu-jitsu/">Do conceito à adaptação: Roberto Gordo demonstra como a leitura da posição muda tudo no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Gabriel Panizza consolida trajetória internacional e busca consagração no IBJJF World Master</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 18:16:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[News]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BJJ]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Panizza]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A trajetória de Gabriel Machado Panizza no Jiu-Jitsu foi construída em diferentes etapas, desde os primeiros anos de competição na Zona Oeste de São Paulo até a consolidação como atleta de alto nível no cenário internacional. Hoje, representando a RMNU, o paulista vive seu primeiro ano como faixa-preta e já acumula resultados importantes em competições&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_246910" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246910" class="wp-image-246910 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gabriel-panizza1.jpg" alt="" width="800" height="620" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gabriel-panizza1.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gabriel-panizza1-300x233.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gabriel-panizza1-768x595.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gabriel-panizza1-150x116.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-246910" class="wp-caption-text">Gabriel Panizza foi campeão do Tampa Open da IBJJF &#8211; Foto: arquivo pessoal</p></div>
<p>A trajetória de Gabriel Machado Panizza no Jiu-Jitsu foi construída em diferentes etapas, desde os primeiros anos de competição na Zona Oeste de São Paulo até a consolidação como atleta de alto nível no cenário internacional. Hoje, representando a RMNU, o paulista vive seu primeiro ano como faixa-preta e já acumula resultados importantes em competições nos Estados Unidos, como o título do Tampa International Open e o terceiro lugar no American National da IBJJF, além de outros pódios em Opens.</p>
<p>A presença recorrente de Gabriel Panizza em competições como Pan-Americano, American National, World Master, Fight to Win e Opens da IBJJF nos Estados Unidos, somada aos resultados conquistados na faixa-preta e à sua posição no ranking da entidade, reforça uma trajetória competitiva construída dentro de um circuito de alcance internacional.</p>
<p>A primeira experiência em um grande palco internacional aconteceu em 2019, quando Gabriel disputou o Mundial da IBJJF ainda como faixa-roxa. Naquele período, também treinou nos Estados Unidos e teve contato com uma rotina de preparação mais voltada ao alto rendimento.</p>
<p>“O Mundial de 2019 foi uma experiência que mudou bastante minha visão sobre o alto nível. Percebi que não era apenas sobre treinar mais. Existia atenção à alimentação, recuperação, respiração, preparação física, treinos específicos, estratégia e mentalidade. Aquilo abriu minha cabeça”, afirma.</p>
<div id="attachment_246911" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246911" class="wp-image-246911 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gabriel-panizza2.jpg" alt="" width="800" height="620" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gabriel-panizza2.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gabriel-panizza2-300x233.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gabriel-panizza2-768x595.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gabriel-panizza2-150x116.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-246911" class="wp-caption-text">Gabriel vive primeiro ano na faixa-preta com títulos, pódios e novos objetivos no cenário mundial &#8211; Foto: IBJJF</p></div>
<p>Depois de uma lesão no joelho que o afastou das competições, Gabriel retomou gradualmente o calendário competitivo. A volta marcou também uma transformação no seu estilo de luta, com maior atenção ao controle e à eficiência. A parceria com a lenda Robson Moura passou a fazer parte dessa nova fase. Sob a orientação do multicampeão mundial, Gabriel afirma ter desenvolvido um jogo mais técnico e estratégico.</p>
<p>“Treinar com o Robson Moura me fez buscar um Jiu-Jitsu mais técnico e estratégico, gastando menos energia e tomando decisões melhores durante a luta. Hoje sinto que estou consolidando movimentos e posições que venho desenvolvendo desde as faixas coloridas.”</p>
<p><strong>Estreia com título na faixa-preta</strong></p>
<p>A graduação à faixa-preta, recebida em 2025 das mãos de Robinho, representou um novo capítulo em sua carreira. E Gabriel não precisou esperar muito para conquistar seu primeiro grande resultado na nova faixa: venceu o Tampa International Open da IBJJF. “Ganhar meu primeiro campeonato como faixa-preta foi muito especial. A estreia fica marcada, ainda mais conseguindo o título logo nesse primeiro momento aqui em Tampa”, conta.</p>
<p>O atleta também venceu no Fight to Win, evento que apresenta um formato diferente dos tradicionais campeonatos da IBJJF, e passou a enfrentar adversários com experiência no circuito internacional. “Esses resultados não me fazem pensar que ‘cheguei’. Pelo contrário. Me deram confiança para entender que posso estar nesse cenário, competir com atletas fortes e continuar construindo meu espaço entre os principais nomes da categoria.”</p>
<p>Os resultados continuaram em 2026. Gabriel conquistou o bronze no American National e também acumulou outros pódios em competições da IBJJF. Na atualização de setembro de 2026, Gabriel aparecia em 63º lugar entre 319 atletas da categoria Master 1, faixa-preta, meio-pesado.</p>
<div id="attachment_246912" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246912" class="wp-image-246912 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gabriel-panizza4.jpg" alt="" width="800" height="620" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gabriel-panizza4.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gabriel-panizza4-300x233.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gabriel-panizza4-768x595.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gabriel-panizza4-150x116.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-246912" class="wp-caption-text">Gabriel conquistou o bronze no American National deste ano &#8211; Foto: arquivo pessoal</p></div>
<p>Mais do que os resultados individuais, Gabriel vem consolidando uma trajetória internacional, com resultados e participações recorrentes em competições de alto nível. O momento também é marcado pelo alto nível de competição da categoria Master 1. “O nível do Master 1 hoje é muito alto e isso torna o desafio ainda mais motivador”, destaca.</p>
<p>Entre os próximos grandes objetivos está conquistar o IBJJF World Master em uma próxima edição, além de ampliar a participação em eventos de No-Gi e sua presença em diferentes competições nos Estados Unidos. “Meu principal objetivo agora é me estabelecer cada vez mais entre os principais atletas da minha categoria. Quero continuar presente nos treinos, consolidar meu jogo e principalmente conseguir reproduzir nas competições aquilo que construímos diariamente na academia.”</p>
<p>Aos poucos, a trajetória iniciada nos tatames da Zona Oeste de São Paulo ganha novos capítulos no cenário internacional. Para Gabriel, porém, a chegada à faixa-preta está longe de representar o ponto final. “Hoje o objetivo não é simplesmente participar. Quero continuar evoluindo até conseguir disputar os principais títulos da categoria”, concluiu.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/gabriel-panizza-consolida-trajetoria-internacional-e-busca-consagracao-no-ibjjf-world-master/">Gabriel Panizza consolida trajetória internacional e busca consagração no IBJJF World Master</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Pupilo de Tererê e promessa da Nova União medem forças no Turris Invitational</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 13:29:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BJJ]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
		<category><![CDATA[Turris Invitational]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Turris Invitational vai colocar frente a frente dois jovens atletas que vêm construindo seus caminhos no Jiu-Jitsu em momentos diferentes da formação, mas com a mesma vontade de evoluir através da competição. No dia 14 de novembro, na Upper Arena, no Rio de Janeiro, Luan Kupferberg, 23 anos, e Kauai Seixas de Morais, 22,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_246933" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246933" class="wp-image-246933 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/turris-kauai-luan.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/turris-kauai-luan.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/turris-kauai-luan-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/turris-kauai-luan-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/turris-kauai-luan-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-246933" class="wp-caption-text">Kauai Seixas, faixa-roxa da Nova União, e Luan Kupferberg, faixa-marrom de Fernando Tererê, se enfrentam em uma luta casada de kimono &#8211; Foto: divulgação</p></div>
<p>O Turris Invitational vai colocar frente a frente dois jovens atletas que vêm construindo seus caminhos no Jiu-Jitsu em momentos diferentes da formação, mas com a mesma vontade de evoluir através da competição. No dia 14 de novembro, na Upper Arena, no Rio de Janeiro, Luan Kupferberg, 23 anos, e Kauai Seixas de Morais, 22, medem forças em uma luta casada de kimono que reúne dois estilos e trajetórias distintas.</p>
<p>Luan é faixa-marrom da equipe de Fernando Tererê e aponta seu estilo ofensivo como uma de suas principais características. O atleta já conquistou o BJJPRO da IBJJF, acumulou títulos e pódios em competições da FJJ-Rio e Opens e encerrou seu ciclo na faixa-azul como número 2 do ranking da CBJJ e número 6 no ranking mundial da IBJJF.</p>
<p>“Meu diferencial é meu jeito de lutar. Eu sempre luto para frente e a maioria das minhas lutas durante a carreira foram finalizações rápidas, em menos de um minuto ou pouco mais”, destaca Luan.</p>
<p>Kauai, por sua vez, chega ao confronto com conquistas importantes no currículo. Campeão Brasileiro e Sul-Americano da CBJJ, o faixa-roxa começou a treinar na Upper com Fernando Bruno “Açougueiro” e atualmente faz sua preparação no Morro dos Campeões Santo Amaro, ao lado de Polengue Dias. Mais do que os títulos, porém, Kauai considera que foram as derrotas que tiveram maior importância em sua evolução dentro do esporte.</p>
<p>“Essas conquistas não representam evolução técnica, só revelam a capacidade que sempre tive para que todos possam ver. O que mais representou minhas evoluções foram as derrotas”, afirma.</p>
<p>Agora, os dois terão a oportunidade de transformar suas trajetórias em ação no tatame. A luta casada de kimono no Turris Invitational promete colocar frente a frente a pressão ofensiva de Luan e a experiência competitiva acumulada por Kauai. Para o atleta da Nova União, duelos como esse também ajudam a apresentar ao público os nomes que podem protagonizar o futuro do esporte.</p>
<p>“Acho muito importante que as pessoas já conheçam os atletas das faixas-coloridas, pois futuramente eles estarão de preta, trazendo uma nova geração. É importante acompanhar a história de como aquele atleta chegou ali e o que ele fez para que outros possam se espelhar.”</p>
<p>A primeira edição do Turris Invitational vai contar com lutas casadas com e sem quimono e disputas para as categorias Kids, juvenil, adulto e master. O card também contará com um GP No Gi com premiação em dinheiro reunindo atletas das categorias juvenil e adulto. O campeão receberá R$ 3 mil, o vice-campeão ficará com R$ 1,5 mil e o terceiro colocado levará R$ 500.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/pupilo-de-terere-e-promessa-da-nova-uniao-medem-forcas-no-turris-invitational/">Pupilo de Tererê e promessa da Nova União medem forças no Turris Invitational</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Anatomia de uma grande conquista, por Rafa Ribeiro</title>
		<link>https://www.graciemag.com/anatomia-de-uma-grande-conquista-por-rafa-ribeiro/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=anatomia-de-uma-grande-conquista-por-rafa-ribeiro</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[News Room]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2026 19:22:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ADCC 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Amar o processo]]></category>
		<category><![CDATA[Cobrinha]]></category>
		<category><![CDATA[Cracóvia]]></category>
		<category><![CDATA[Kennedy Maciel]]></category>
		<category><![CDATA[Preparador esportivo]]></category>
		<category><![CDATA[Rafael Ribeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rafael Ribeiro* Kennedy Maciel não venceu o ADCC 2026 por talento nem por herança. Ele exibiu, uma a uma, todas as competências que um atleta precisa reunir para vencer um evento de alta performance. Vale anotar item por item. Mas antes vamos voltar um pouquinho no tempo&#8230; Em agosto de 2024, em Las Vegas,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-246903" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/5-1-300x196.jpg" alt="" width="1226" height="801" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/5-1-300x196.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/5-1-1024x669.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/5-1-768x502.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/5-1-150x98.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/5-1.jpg 1078w" sizes="auto, (max-width: 1226px) 100vw, 1226px" /></p>
<p><a href="https://www.instagram.com/rafaribeirojj?stkn=czQ4OTBmamZtbTZq"><em>Por Rafael Ribeiro*</em></a></p>
<p>Kennedy Maciel não venceu o ADCC 2026 por talento nem por herança. Ele exibiu, uma a uma, todas as competências que um atleta precisa reunir para vencer um evento de alta performance. Vale anotar item por item. Mas antes vamos voltar um pouquinho no tempo&#8230;</p>
<p>Em agosto de 2024, em Las Vegas, Kennedy Maciel foi eliminado das quartas de final do ADCC por Josh Cisneros: 0 a -1. Ele não perdeu por ponto. Perdeu por uma punição.</p>
<p>Em setembro de 2011, em Nottingham, Rubens “Cobrinha” Charles perdeu a final do ADCC para Rafael Mendes pelo mesmo placar — 0 a -1, ponto negativo por puxar para a guarda.</p>
<p>Pai e filho, treze anos de distância, eliminados do maior torneio de grappling do mundo pelo mesmo número. E os dois voltaram depois para vencer. Eu poderia escrever a matéria inteira sobre essa coincidência. Mas ela é só a porta de entrada. O que aconteceu em Cracóvia nos dias 12 e 13 de setembro deste ano é mais interessante do que uma simetria bonita: foi uma campanha em que praticamente todas as competências que sustentam uma performance de alto nível apareceram, em sequência, na mesma chave, no mesmo atleta.</p>
<p>Isso é raro. Eu trabalho com alto rendimento há quase três décadas e posso contar nos dedos as campanhas que dão para usar como material didático inteiro. Normalmente o atleta exibe duas, três dessas competências e compensa o resto com talento ou com sorte de chaveamento. O Kennedy exibiu todas. Vamos por partes.</p>
<p><strong>1. Dominar o regulamento </strong></p>
<p>Duas das quatro vitórias dele vieram por decisão dos árbitros. Ele bateu Fabrício Andrey nas quartas e Diego “Pato” Oliveira — o número 1 da chave — na semifinal, sem nenhum ponto decidindo a questão. Isso não é detalhe.</p>
<p>O ADCC é o único grande torneio do nosso esporte em que metade do tempo regulamentar não tem pontuação, em que a passividade é punida com ponto negativo e em que, no empate, três árbitros decidem quem forçou mais o combate. Vencer por decisão duas vezes significa passar mais de quarenta minutos de luta sendo lido como o agressor, sem se expor a contra-ataque e sem acumular punição. É uma corda bamba: você precisa parecer o dono da luta sem tomar risco desnecessário contra um finalizador de elite.</p>
<p>E o regulamento cobrou caro de alguns atletas em Cracóvia. Não por ignorância — esse nível de competidor conhece a regra de cor. Cobrou porque administrar o regulamento sob pressão, cansado, com o placar zerado e o relógio correndo, é uma habilidade diferente de conhecê-lo.</p>
<p>Dois anos antes, foi exatamente aí que Kennedy perdeu. Treze anos antes, foi exatamente aí que o pai dele perdeu uma final.</p>
<p>Regulamento é técnica. E é uma das menos treinadas no Jiu-Jítsu brasileiro. Nós treinamos golpe com obsessão. Raramente treinamos a regra com a mesma seriedade, e menos ainda treinamos a regra sob fadiga, que é quando ela decide campeonato.</p>
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<p><strong>2. Estudar </strong></p>
<p>O Cobrinha repete há anos que estudar é uma das chaves do sucesso dele. Não é força de expressão nem frase de entrevista.</p>
<p>Estudo tático do adversário: o que ele ataca, de onde ataca, qual o lado dominante, o que ele faz quando está atrás no placar, como reage quando a luta trava. Estudo do ambiente: o formato da chave, o tempo entre as lutas, o comportamento da arbitragem naquele evento específico, o tamanho da arena, o barulho, o fuso.<br />
O efeito prático disso é um só, e é enorme: o atleta que estudou chega ao tatame com menos decisões a tomar, porque já tomou a maior parte delas antes. Cada decisão que você antecipa é reserva que sobra para o que não dava para prever.</p>
<p>Quando você vê um atleta parecendo calmo diante de um adversário perigosíssimo, na maior parte das vezes o que você está vendo não é temperamento. É familiaridade construída semanas antes, longe da câmera.</p>
<p><strong>3. Defender na hora certa </strong></p>
<p>Olhe por quem ele passou.</p>
<p>Diego Pato é um dos finalizadores de perna mais temidos do mundo — o mesmo homem que aplicou nele um Z-lock no ADCC de 2022 e o tirou de circulação por mais de um ano. Gavin Corbe chegou à final finalizando Dominic Mejia e Ryoma Anraku, os dois com inside heel hook.</p>
<p>O Kennedy atravessou os dois ataques de perna mais perigosos daquela chave, incluindo o homem que já o havia machucado seriamente, e não foi finalizado uma única vez. Terminou finalizando por cima, com um ataque de braço.</p>
<p>Numa edição em que quase metade das 103 lutas terminou em finalização, isso não é sorte. Isso é defesa treinada como sistema — saber quando a posição pode ser cedida e quando ela precisa ser defendida com tudo.</p>
<p>E aqui está o ponto que quase ninguém entende sobre defesa no alto rendimento: ela não é o que impede você de perder. Ela é o que te habilita a ganhar.</p>
<p>Sobreviver às entradas certas é o que constrói a oportunidade ofensiva quinze minutos depois. Quem defende bem pode esperar. Quem não defende bem precisa resolver rápido — e quem precisa resolver rápido contra um atleta de elite normalmente não resolve.</p>
<p><strong>4. Decidir bem quando o corpo já não ajuda </strong></p>
<p>Agora o número que mais me interessa do evento inteiro: 28 minutos e 41 segundos.</p>
<p>Foi esse o tempo de luta quando o triângulo de braço fechou na final. Some o contexto. Dois dias de torneio. Uma semifinal que também foi para a prorrogação. E um corte de peso para os 66kg — um processo duro, que cobra caro dias antes de a primeira luta começar e cuja fatura costuma vencer exatamente na quarta luta do fim de semana.</p>
<p>Quem trabalha com atleta de combate sabe o que acontece com um ser humano nesse ponto. Ele não perde o que sabe tecnicamente. O que ele perde é velocidade — física e cognitiva.</p>
<p>O processo de entendimento da luta fica prejudicado. A decisão demora mais para sair e, quando sai, sai menos assertiva. O atleta continua enxergando a oportunidade, só que dois segundos depois da hora, e dois segundos depois da hora é tarde demais nesse nível.</p>
<p>Fechar um ataque que exige leitura fina de ângulo aos 28 minutos e 41 segundos é a assinatura de um sistema de preparação que sustentou a capacidade de decidir até o último minuto. Capacidade aeróbia, tolerância à fadiga, exposição planejada a situações extremas no treino, sono, fisioterapia contínua, corte de peso bem conduzido.</p>
<p>“Ele é calmo” é a explicação preguiçosa. A explicação correta é que ele chegou ao minuto 28 ainda com combustível para pensar.</p>
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<p><strong>5. Conseguir escutar </strong></p>
<p>E é exatamente nesse ponto de desgaste que entra o córner.</p>
<p>Cobrinha não estava ali gritando incentivo genérico. Estava reforçando, de forma precisa, o que o filho precisava executar naquele instante — a instrução técnica que o atleta exaurido não consegue mais gerar sozinho. E quando a situação apertou de verdade, ele trocou de registro: saiu da técnica e foi para a mentalidade, para o querer mais.</p>
<p>Saber quando fazer essa troca é o que separa um bom córner de um córner decisivo. Instrução técnica demais, num atleta que já não processa, vira ruído.</p>
<p>Motivação demais, num atleta que só precisa de uma correção de pegada, é desperdício de um dos poucos segundos em que ele ainda consegue ouvir.<br />
Mas o outro lado é ainda mais difícil. Receber informação externa no minuto 25 de luta é uma habilidade específica, e rara. O atleta sobrecarregado ouve som, não ouve conteúdo.</p>
<p>Treinar alguém para continuar escutando sob carga exige que ele confie na informação externa mais do que confia no próprio instinto naquele instante — e o instinto, ali, está gritando.</p>
<p>Essa relação não nasceu em Cracóvia. Ela foi construída em anos de treino, e é por isso que funcionou no único momento em que precisava funcionar.</p>
<p><strong>6. Carregar o sobrenome</strong></p>
<p>Tem um peso na campanha do Kennedy que não aparece em nenhuma súmula e que, na minha leitura, é a parte mais difícil de tudo. Ele é filho do Cobrinha.</p>
<p>Não filho de um bom competidor. Filho de um dos maiores vencedores da história do BJJ: campeão mundial da IBJJF de 2006 a 2009 e de novo em 2017, tricampeão do ADCC, membro da turma inaugural do Hall da Fama do ADCC e o primeiro atleta da história a completar o Super Grand Slam — Europeu, Pan, Brasileiro, Mundial e ADCC no mesmo ano.</p>
<p>O apelido competitivo do Kennedy, o que aparece na ficha dele, é “Cobrinha Jr.”. Foi assim que ele anunciou o próprio título nas redes. A comparação não é uma coisa que as pessoas fazem com ele; é o nome com que ele entra no tatame.</p>
<p>Em 2019, ele estreou no ADCC entrando na vaga do próprio pai. Chegou à final e perdeu. Nas duas edições seguintes, caiu cedo. São sete anos ouvindo a mesma frase — “o filho do Cobrinha ainda não ganhou” — dita com carinho, o que de certa forma é pior, porque você não pode nem reagir. Só que aqui está a parte bonita, e ela é o coração desta matéria.</p>
<p>O que o Kennedy herdou não foi um homem invencível. Foi um homem que perdeu. O Cobrinha disputou o ADCC e perdeu a final. Voltou dois anos depois e perdeu a final de novo — para o mesmo adversário, Rafael Mendes, nas duas. A segunda por 0 a -1, aquele mesmo placar.</p>
<p>Foi só na terceira campanha, em 2013, aos 33 anos, que ele venceu. E venceu batendo justamente Rafael Mendes na final. Depois disso veio 2015. Depois 2017.<br />
Dois perdidos, três ganhos.</p>
<p>Ou seja: o garoto de 16 anos que estava na arquibancada em 2013 vendo o pai ser campeão não estava assistindo a um talento inevitável se confirmar. Estava assistindo a um homem acertar na terceira tentativa contra o sujeito que já o tinha derrotado duas vezes. Essa é a herança de verdade. Não o sobrenome. A cena.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-246906" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/2-2-300x203.jpg" alt="" width="1224" height="828" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/2-2-300x203.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/2-2-1024x694.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/2-2-768x521.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/2-2-150x102.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1224px) 100vw, 1224px" /></p>
<p><strong>7. O ambiente </strong></p>
<p>Tem um tema que eu venho estudando e que esse caso ilustra melhor do que qualquer exemplo corporativo. Existe uma crença difundida de que equipe vencedora se monta contratando os melhores. Você junta gente excepcional na mesma sala e espera que a soma produza excelência. Na prática não é o que acontece.</p>
<p>Um grupo de pessoas excepcionais reunidas apenas porque são excepcionais entrega menos do que um grupo de pessoas comprometidas com o mesmo<br />
propósito. O que determina resultado coletivo não é o nível individual médio. É o comprometimento com o propósito. Ambiente com propósito claro transforma gente boa em equipe brilhante.</p>
<p>Ambiente sem propósito transforma gente excepcional num amontoado de agendas individuais que se estorvam.</p>
<p>Eu vejo isso todos os dias, nos dois sentidos. Já vi equipe com menos recursos e menos nomes render mais do que equipe montada a peso de ouro, simplesmente porque todo mundo ali sabia o que estava construindo e estava disposto a pagar o preço. E já vi o contrário: talento sobrando, resultado faltando, porque ninguém compartilhava de fato o mesmo objetivo.</p>
<p>Agora aplique isso ao Kennedy.</p>
<p>Ele não herdou técnica. Herdou ambiente. Cresceu dentro de uma casa e de uma academia em que o pai, campeão mundial já consagrado, com mais de 35 anos, treinava sete horas por dia em período de camp. Esse tipo de informação não chega a um filho como discurso. Chega como normalidade. A criança não ouve dizer que dedicação extrema é o padrão; ela vê que é.</p>
<p>Ele viu de perto o corte de peso, a fisioterapia, a frustração da derrota, o retorno ao treino na segunda-feira seguinte à derrota. Viu o pai perder duas finais de ADCC e voltar. Viu o pai ganhar três.</p>
<p>E, em 2013, estava na arquibancada quando o sonho foi plantado. Ele mesmo conta assim: um garoto vendo o próprio herói fazer algo que parecia impossível, sem imaginar que aquele momento carregaria por mais de uma década.</p>
<p>Não foi plano de carreira. Foi um ambiente que tornou o propósito visível e o comprometimento banal.</p>
<p>E essa é a diferença que quase ninguém mede. Quando o propósito é claro desde cedo, o atleta não precisa negociar consigo mesmo todo santo dia para cumprir a rotina. A rotina já é quem ele é. Ele não gasta energia decidindo se vai treinar. Ele gasta energia treinando. É daí que sai a frase que ele escreveu no dia seguinte ao título.</p>
<p><strong>8. Amar o processo </strong></p>
<p>A frase é curta: “Aprendi a amar o processo.”</p>
<p>Ela aparece num texto em que o Kennedy organiza a própria história em quatro tempos — o que viu o pai fazer em 2013, a lição que a derrota de 2019 deixou, os anos anônimos no meio e o sonho realizado em 2026 — e que termina com o título dedicado ao pai.</p>
<p>Eu quero ser bem claro sobre o que “amar o processo” significa na prática, porque a frase virou estampa de camiseta e perdeu o peso.</p>
<p>Preparei o Mahamed Aly especificamente para o ADCC de 2019, e trabalhei com diversos outros campeões mundiais de Jiu-Jítsu ao longo dos anos. Mais recentemente, venho atuando no automobilismo, que é uma escola brutal nesse aspecto: o piloto depende de um número enorme de variáveis que não estão sob o controle dele — carro, equipe, estratégia, clima, trânsito de pista, o erro do outro — e mesmo assim precisa entregar o máximo da parte que é dele, todo santo dia, sem garantia nenhuma de que aquilo vai virar resultado no domingo.</p>
<p>É justamente aí que a frase revela o que ela quer dizer. Amar as coisas boas é fácil. Qualquer um ama o pódio, o hino, a foto, o abraço no córner, o reconhecimento. O que separa quem se mantém no alto nível por dez, quinze anos é ter aprendido a amar as coisas difíceis como necessárias:</p>
<p><strong>• Amar o cardio.<br />
• Amar o treino de força.<br />
• Amar as cobranças.<br />
• Amar a fisioterapia.<br />
• Amar dormir e acordar nos horários.<br />
• Amar dizer não a compromissos pessoais que atrapalham o processo. • Amar a dieta e o corte de peso. </strong></p>
<p>Amar a ponto de elas se tornarem fáceis e prazerosas. Não toleradas. Prazerosas.</p>
<p>Essa é a diferença entre disciplina e amor ao processo. Disciplina é força de vontade, e força de vontade é um recurso que acaba. Acaba no terceiro ano, acaba depois da segunda derrota, acaba quando a lesão chega. Amor ao processo é o que sobra quando a força de vontade acaba.</p>
<p>Um atleta que precisa vencer a si mesmo todo dia para cumprir a rotina não dura sete anos tentando. Ele abandona na segunda decepção.</p>
<p><strong>A lista </strong></p>
<p>Então vamos recapitular o que Kennedy Maciel exibiu em dois dias, em Cracóvia, para virar campeão do ADCC:</p>
<p>Domínio do regulamento. Estudo tático e de ambiente. Defesa como sistema, não como reação. Capacidade de decidir bem sob fadiga extrema. Habilidade de escutar o córner no pior momento possível. Maturidade para carregar um sobrenome pesado sem quebrar. Um ambiente que lhe deu propósito antes de lhe dar técnica. E amor genuíno por um processo que ele repetiu por sete anos sem garantia nenhuma de que daria certo.</p>
<p>Repare no que não está nessa lista: talento.</p>
<p>Não porque ele não tenha — tem, e muito. Mas porque talento não é o que separa o décimo do primeiro numa chave de ADCC.</p>
<p>Todos ali têm talento. Todos ali treinam. O que separou foi o resto.</p>
<p>E o resto se treina.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-246907" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/Rafa-Ribeiro-300x250.jpg" alt="" width="1225" height="1020" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/Rafa-Ribeiro-300x250.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/Rafa-Ribeiro-1024x852.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/Rafa-Ribeiro-768x639.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/Rafa-Ribeiro-1536x1279.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/Rafa-Ribeiro-2048x1705.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/09/Rafa-Ribeiro-150x125.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1225px) 100vw, 1225px" /></p>
<p><em>*Rafael Ribeiro é faixa-preta 4º grau e diretor de performance esportiva. Preparou diversos campeões mundiais de Jiu-Jitsu e hoje atua no automobilismo de endurance com uma equipe da Ferrari. Instagram: @rafaribeirojj</em></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/anatomia-de-uma-grande-conquista-por-rafa-ribeiro/">Anatomia de uma grande conquista, por Rafa Ribeiro</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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